Your web-browser is very outdated, and as such, this website may not display properly. Please consider upgrading to a modern, faster and more secure browser. Click here to do so.

PERSONAL CHE

Um documentário sobre as diversas reinvenções do mito de Ernesto Che Guevara ao redor do mundo. // A documentary about the many reiventions of Che Guevara around the world. // Un documental acerca de las reinvenciones del Che Guevara en el mundo.
Feb 17 '13

Felix Rodriguez

Uma entrevista exclusiva com o agente da CIA presente à execução de Che Guavara em 8 de outubro de 1967 em La Higuera, Bolívia. Felix Rodriguez foi a única pessoa que esteve com Guevara que acabou no corte final do filme. Achamos que estar com alguém por algumas horas finalizando os detalhes de uma execução não equivale a conhecer alguém. Suas visões acerca de Che também assumem dimensões épicas, míticas, como o momento em que ele fala sobre um ataque de asma, no final da entrevista. Gravada em junho de 2006 em Miami.

An exclusive interview with the CIA agent who was present at the execution of Che Guevara on October 8th 1967 in La Higuera, Bolivia. Felix Rodriguez was the only person who actually had ever been with Guevara that ended up on the final cut. We reasoned been with someone for a few hours overlooking his execution is very different from knowing him. And also because his views of him reach epic, mythical levels. Note the asthma bit in the end. Recorded June 2006 in Miami.

Feb 9 '13

Jon Lee Anderson

Ler Jon Lee Anderson já é um prazer, mas ouvi-lo é hipnótico. Repórter da New Yorker e biógrafo de Che, era uma pessoa chave para o filme. Então foi com bastante tensão que me sentei com ele pela primeira vez, em Paraty, onde estava para falar na Flip. Se no primeiro encontro estava sério e cauteloso sobre o projeto, nas vezes subsequentes se abriu e deu esta entrevista notável, gravada no apartamento dos Mariños em Bogotá em setembro de 2006. Foi difícil descolar-nos novamente e voltar a pensar de forma livre depois dessa entrevista, a última a ser gravada. O domínio de Anderson sobre o mito é comparável a seu conhecimento sobre o sujeito histórico e ele abraçou a ideia de “um Che pessoal”, expandindo-a livremente. Em certo momento, chegou a dar o ponto final num filme que hoje não tem ponto final.

Como ele mesmo diz de seu livro, “não é justo resumir”. Me limito então a dizer que falamos longamente sobre o que o interessou a respeito de Che, seus objetivos ao escrever o livro, o papel dos mitos em nossa vida. E do meio para o fim, lançou uma bem-acabada defesa da violência política.

Reading Jon Lee Anderson is already a pleasure, but I confess I prefer listening him talk. New Yorker writer and Che biographer, he was a key person for the film, hence it was with high expectations I met him in the Brazilian town of Paraty, where he was to speak at a literary festival. If on this first meeting he was serious, even cautious about our project, on subsequent meetings he opened up and gave this amazing interview, recorded at the Mariños’ flat in Bogotá on September 2006. It was hard to “pull out” and regain freedom to think for ourselves after this interview, the last to be done. Anderson’s grasp of the myth are comparable to that of the historical man, and he immediately jumped on the “personal Che” idea, expanding it wildly. At a point, he had the final word on a film that does not have a final word.

As he says of his book, “it is not fair to sum up.” So I’ll just say he talks at length about what brought him to Che, what were his goals writing the book, the role of myth into our lives and presents a very balanced defense of violence.

Jan 24 '13

Oliviero Toscani

Nessa entrevista filmada em maio de 2006, o fotógrafo e publicitário italiano Oliviero Toscani, responsável por famosas campanhas da Benetton e pela criação do instituto Fabrica, discute Che, sua beleza, nossa necessidade de ter ídolos e porque, segundo ele, “somos em imagens”.

On this interview shot in May 2006, Oliviero Toscani, photographer and publicist of Benetton and Fabrica fame discusses Che, his beauty, our addiction to idols and why, according to him, “we are what we are in pictures”.

Jul 9 '12

Para não passar

Há cinco anos, com uma exibição de meio de tarde no Independent Film Project, em Nova York, Personal Che estreava nas telas de cinema. Desde então, o filme passou por diversos festivais ao redor do mundo. Em 2008, entrou em cartaz comercialmente no Brasil e teve mais de 10 mil pagantes, número que, se na época pareceu magro, hoje soa quase como uma façanha. Pouco depois, começou a dar as caras na sessão É Tudo Verdade, no Canal Brasil e, logo em seguida, caiu na internet. Nada mais coerente com seu tema.

O objetivo principal desse site é disponibilizar o filme de forma “oficial” – o que quer dizer apenas “em qualidade decente” – primeiro em português e em breve em espanhol em inglês. Se a coisa for bem, vamos concretizar um velho sonho: deixar abertos para o público partes ou mesmo a totalidade do material bruto do filme. Quem quiser montar sua nova versão será muito bem-vindo.

Acredito que apenas assim, podendo se tornar um “personal Personal Che”, o filme vai continuar a cumprir sua primeira missão, que era gerar debate.

Douglas Duarte e Adriana Mariño

Diretores